Como reter talentos?
Revisado em 16-out-2011
Os jovens das mais renomadas universidades estão optando em trabalhar em
empresas de alta tecnologia ou fundando suas próprias empresas. Por esse
fato, as empresas tradicionais estão enfrentando problemas para capturar
novos talentos, criando com o passar do tempo um gap cada vez maior
de competitividade entre as empresas da velha e nova economia. A única opção
para as empresas da velha economia é a transformação para um modelo de
negócio ágil e competitivo dentro dos novos padrões de mercado. Essa
transformação deve passar também pela gestão de recursos humanos, pois os
métodos tradicionais não se mostram eficientes para garantir a manutenção
dos talentos. Esse artigo propõe uma nova gestão de recursos humanos para as
empresas da velha e nova economia.
A primeira coisa a pensar é quais são as novas perspectivas dos jovens
talentos e implementar um modelo de gestão que os façam estar sempre
próximos das empresas. Note a expressão "próximos das empresas", isso porque
não está mais nos planos dos jovens talentos permanecerem longos períodos
numa só empresa. Então vejamos os mais importantes anseios dos jovens
talentos:
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Estarem envolvidos em constantes desafios profissionais;
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Rápido crescimento profissional, trabalhando duro no inicio da carreira para
ter condições financeiras de fazer o que gosta ainda na juventude.
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Ter autonomia para tomadas de decisão;
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Ser bem remunerado por sua contribuição direta à empresa;
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Oportunidade de trabalhar no exterior para se tornar um profissional
globalizado;
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Desenvolver o aprendizado em duas ou mais línguas;
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Possuir um alto nível de empregabilidade;
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Ter coaching
para o desenvolvimento da carreira profissional;
O desafio do gestor de recursos humanos para reter os talentos é tentar
atender os anseios desses profissionais, canalizando essa energia para o
crescimento e competitividade da empresa. Vamos analisar algumas ações que
podem ser empregadas pelas empresas.
Envolver os talentos em desafios constantes não é difícil num cenário
competitivo e agressivo. Porém se os desafios forem para alcançar o líder do
segmento ou para manter a participação de mercado com o tempo essas ações
passam a ser desmotivadoras. Os desafios devem estar ligados a projetos de
transformação empresarial e ações inovadoras para superar as empresas
líderes. O grande desafio é se tornar líder através de ações que cause
impacto e desconforto nos competidores.
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Os jovens talentos querem fazer carreira rápida: de analistas a gerentes
em poucos anos. As grandes empresas possuem estruturas organizacionais
muito hierarquizadas, afunilando-se no topo, reduzindo as oportunidades
de crescimento rápido. Diferente das empresas ágeis que possuem no
máximo três níveis hierárquicos as empresas da velha economia possuem
vários níveis que apenas imprimem lentidão nos processos decisórios. A
recomendação é fazer um mapeamento de todas as funções da empresa e
criar gerências especializadas, criando um grande número de posições
gerenciais.
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Os jovens talentos são empreendedores, e não existe nada mais
desmotivador que estruturas organizacionais engessadas e burocráticas.
Entretanto, dar autonomia para profissionais de pouca experiência pode
ser desastroso. Neste caso, o equilíbrio entre a experiência e o
arrojado é importante e benéfica para as empresas. A recomendação é a
formação de equipes que mesclem essas qualidades. Nos casos em que não
se consiga isso na própria empresa é interessante a contratação de uma
consultoria externa para complementar a equipe.
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Nada mais tentador aos talentos que as stock options das empresas da nova
economia. São várias as histórias de sucesso de profissionais que ficam
ricos do dia para a noite após o IPO da empresa, como também existem muitas
histórias de insucessos. As grandes empresas oferecem uma maior estabilidade
no emprego, porém o preço é uma remuneração aos níveis de mercado. Já as
empresas jovens da nova economia o risco é grande, porém no caso de sucesso
a remuneração passa a ser um grande atrativo. Mesmo que as grandes empresas
ofereçam stock options se o valor da ação não tiver uma valorização atraente
de nada adianta. Uma das formas de reter os talentos pela remuneração é
oferecer uma cesta de benefícios atraentes, tais como plano médico,
previdência privada, carro, etc.
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As empresas multinacionais já praticam o rodízio de profissionais em suas
subsidiárias internacionais já de longa data. O trabalho em multinacionais é
atrativo pela possibilidade de manter relacionamentos multiculturais.
Entretanto, com a globalização esse atrativo acaba sendo minimizado. Para as
empresas nacionais uma alternativa viável é o estabelecimento de programas
de intercambio com empresas do mesmo ramo. Esses programas além de atender
um anseio dos novos talentos trazem para a empresa uma ótima experiência
internacional para ser utilizada em futuros projetos globais.
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Dentro da cesta de benefícios, ofereça a possibilidade do aperfeiçoamento em
línguas estrangeiras, tais como o inglês e o espanhol até níveis avançados.
Entretanto, deixe claro para o profissional que isso faz parte dos
benefícios da empresa, pois alguns acham que isso faz parte dos deveres da
empresa.
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Uma das maiores preocupações dos talentos é o seu nível de empregabilidade.
Esse é um dos pontos que faz os profissionais não permanecerem muito tempo
numa mesma empresa, pois isso pode transparecer para o mercado um grau de
acomodação. A única alternativa para reter o profissional é oferecer
oportunidades de desenvolvimento de projetos que estejam alinhados com suas
aspirações profissionais e pessoais, é claro que em sintonia com as
diretrizes da empresa. Isso oferece algumas vantagens para empresa um vez
que esse profissional poderá desenvolver projetos que transforme e alinhe a
empresa as tendências de mercado. A transformação se dará através da
inovação. A idéias inovadoras serão criadas se for dada a oportunidade aos
talentos de implementarem suas visões de negócios.
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Os jovens talentos precisam de aconselhamento para melhor direcionar suas
carreiras. Os melhores empreendedores tiveram como referência um
profissional de sucesso no passado. Essa experiência e aconselhamento devem
fazer parte das atribuições dos dirigentes das empresas. Cultive esse
ambiente dentro da empresa.
Entretanto, se todas as ações de reter os melhores talentos falharem libere
o profissional de forma amigável. Evite ações de represaria. Elabore um
processo de acompanhamento da carreira dos talentos que deixaram a empresa.
Mantenha freqüentes contatos com eles para registrar suas experiências. Crie
uma rede de relacionamento com os talentos que deixaram a empresa para uma
futura recontratação. As vantagens da rede de relacionamento são enormes,
pois como a empresa conhece o potencial de cada talento e as novas
experiências que ele vem acumulando é possível escolher o profissional certo
para uma função no futuro.