
Migração das redes privadas para redes IP pública
Atualmente as empresas estão planejando a migração de todos os serviços de rede para a Internet ou para redes IP de provedores de serviços de telecomunicações (ISP). Porém, ainda existem preocupações sobre a segurança e performance da Internet. Conseqüentemente, muitas empresas ainda preferem continuar usando circuitos dedicados e Frame Relay para os serviços de rede. As VPN (virtual private network) devem atender a maior parte dos requerimentos das empresas, especialmente na parte de segurança. Com o crescimento do B2B, a comunicação via Internet ganham importância. Entretanto, os ISPs não podem garantir o mesmo nível de serviço para pontos que estão fora de sua rede, forçando as empresas a utilizarem circuitos dedicados e Frame Relay para suas aplicações EDI. Os ISPs devem desenvolver serviços que garantam acordos de nível de serviço (SLA) e custos competitivos para que as empresas migrem suas redes tradicionais para redes IP.
O que realmente está atrás da migração das redes das empresas para a Internet pública é simplesmente a redução de custos. Rapidamente, os preços de ambientes para suporte a redes empresariais através da Internet pública serão consideravelmente mais baixo que o Frame Relay, ATM e de circuitos dedicados. Esse ambiente de suporte as redes empresariais devem suportar VPNs, SLA e qualidade de serviços (QoS) para determinadas aplicações.
Os acessos aos serviços de redes IP devem ser feitos ainda através de circuitos dedicados (através de pares metálicos e fibra óptica), Frame Relay e ATM, enquanto os acessos através das redes metropolitanas através de SDH ainda forem, relativamente, caros. Embora, esse cenário deva mudar rapidamente devido a abundância de banda disponibilizada pela tecnologia DWDM (multiplexação por freqüência de luz) que aumenta dramaticamente a capacidade de transmissão da fibra óptica, podendo chegar a 100Gbps.
Os ISPs se beneficiarão da migração das redes empresariais para as redes IP publicas eliminando o "overhead" das camadas de Frame Relay e ATM de suas redes. Movendo todos os serviços para uma infra-estrutura comum IP/MPLS os investimentos serão bastante reduzidos, além do que poucos serão os switches ATM/Frame Relay que suportarão acessos acima de OC-48 (2,5Gbps).
Estágios para a Migração para as Redes IP Públicas
Um processo de transição que deverá adotado pelas empresas e ISP é mostrado na figura 1.

Figura 1: Estágios para a migração para redes públicas IP
Os quatro estágios serão apresentados a seguir:
Frame Relay/ATM
Esse é o típico cenário atual, onde as redes empresariais têm seus tráficos de dados através de redes Frame Relay ou ATM. Uma grande parte dos provedores de telecomunicações oferecerem Frame Relay e serviços ATM através de uma infra-estrutura comum de ATM, usando o protocolo Frame Relay nos circuitos de acesso. As empresas podem usar IP, outros protocolos (SNA, por exemplo) e voz (através de VoATM ou VoFR) em redes de transporte logicamente separadas. Os provedores de telecomunicações podem prover serviços de ATM/Frame Relay inter-redes, podendo concatenar ATM VCs (canais lógicos) com Frame Relay VC. Por exemplo, o centro de processamento de uma empresa pode estar conectado com o provedor de telecomunicações através de ATM e as localidades remotas estarem conectadas em Frame Relay.
Serviços de Gateway
O segundo estágio é o uso de serviços de gateway/firewall para prover a interoperacionalidade entre as redes ATM, Frame Relay e serviços de IP dos provedores de telecomunicações. Adicionalmente, as inter-redes ATM/Frame Relay, podem permitir que os usuários possam acessar a Internet pública através de firewalls.
Redes Privadas IP
O terceiro estágio é a migração das redes empresariais para as redes dos provedores onde o MPLS está implementado em sua infra-estrutura básica – core backbone – usando switches ópticos com Multi-Protocol Lambda Switching e roteadores com Multi-Protocol Label Switching.
Redes Públicas IP
Como os problemas de performance e segurança estarão resolvidos, no estágio final os provedores de telecomunicações estarão oferecendo serviços IP VPN sem ATM ou Frame Relay. Redes MPLS baseadas em IP VPN operarão fim-a-fim. Múltiplos circuitos IP VPN poderão requerer o uso de BGP4 para cada empresas possa operar como um "sistema autônomo" com seus próprios roteadores.
Não necessariamente todas as empresas utilizarão a seqüência dos est��gios para a migraç��o de suas redes, muitas poderão migrar diretamente para est��gios mais avançados.