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O IPv6 está chegando… A migração do endereçamento IP da Internet está chegando e será um novo Bug do Milênio. Para atender o exponencial crescimento do número endereços IP é necessário adotar um novo formato de endereço para possibilitar a inclusão de novos equipamentos (desktops, servidores, PDAs, smartphones, televisores, equipamentos de som, refrigeradores, batedeiras, liquidificadores, etc.). Para as redes de provedores de serviços de Internet e empresas é muito arriscado fazer uma migração de uma única vez. A migração deverá ser feita de forma gradual. As estratégias mais prováveis serão: migrar os atuais endereços dos clientes da versão IPv4 para a nova versão IPv6, mantendo os servidores na versão IPv4; ou, migrar os servidores para a versão IPv6 e manter os clientes na versão IPv6. De qualquer forma, um projeto desse porte exige um planejamento cuidadoso e uma execução sem erros, sob o risco de parar operações criticas, tais como: sistema de reserva de passagens; monitoramento de trafego aéreo; operações bancárias; monitoramento de pacientes em hospitais; entre outros. O investimento nessa operação não será pequeno, pois como no Bug do Milênio será necessário pessoal especializado, metodologia de implantação, substituição ou atualização de softwares e equipamentos, etc. Entretanto, chegou a hora de se preocupar com esse assunto. Em Outubro de 2010 todos os provedores de Internet devem migrar para a nova versão de endereçamento IP. A maioria lembra o pânico dos governos e empresas na virada do ano 2000 pela potencial falha nos programas de computador que tinham apenas dois algarismos para registrar o ano. Com a virada do ano de 1999 para o 2000, o ano viraria 00 e os programas entenderia que retrocederíamos ao ano de 1900, gerando um caos nos sistemas de informação. Felizmente nada aconteceu porque foram investidos bilhões de dólares para atualizar ou substituir os programas e os equipamentos com essas falhas. No início, ninguém entendia o que o pessoal de TI falava e não conseguiam perceber o risco para as operações do dia-a-dia das organizações por ser um assunto complexo e longo do cotidiano das pessoas. A necessidade de ampliar o número de endereços IP é devido ao esgotamento dos atuais 4 x 109 endereços IP que utilizam apenas 32 bits. Esse número que parece grande só não se esgotou porque foram criados mecanismos para reutilizar endereços (DHCP, Dynamic Host Configuration Protocol), adoção de novos critérios de roteamento (CIDR, Cassless Inter Domain Routing) e uso de endereços privados não válidos na Internet dentro das redes corporativas (NAT, Network Address Translation). A nova versão será capaz de endereçar um número, praticamente, infinito para o horizonte que hoje conhecemos, cerca de 3 x 1038. , e que passará a utilizar 128 bits. A migração de endereçamento IP, da versão 4 para a versão 6, sofre o mesmo problema de entendimento das pessoas em geral. Isso porque é um assunto muito técnico e longe da realidade da grande maioria das pessoas. O assunto é tão sério que alguns governos têm apoiado essa migração e fixado datas de implantação bem antes de outubro de 2010. Por exemplo, o governo dos Estados Unidos determinou, em 2005, que todas as agências federais deveriam estar aptas a usar o IPv6 em 2008. O IPv6 traz uma série de melhorias em relação a versão IPv4, principalmente para atender a demanda de serviços (VoIP e streaming de vídeo em tempo real) que exigem alta taxa de transmissão e garantia de desempenho mínimo (QoS, Quality of Services) e a mobilidade exigida pelas pessoas de quererem acessar as informações de qualquer lugar e a qualquer hora. Além, de aumentar o nível de segurança do ambiente de rede. As principais facilidades da nova versão são as seguintes:
Tecnicamente, é um grande avanço na tecnologia e na segurança da Internet , mas irrelevante empresarialmente por não trazer nenhum resultado financeiro tangível.Vamos imaginar que o CIO venceu a etapa de convencer o alto escalão da empresa a investir nesse projeto e agora precisa colocar mãos a obra. Quais são os desafios?
Com relação às estratégias de migração as mais recomendadas para empresas de médio e grande porte serão as seguintes:
Não esqueça que todo esse processo será auditado devido a sua criticidade. Esse projeto afeta sua certificação na Sarbanes-Oxley (SoX). Tudo deve ser documentado e ter evidências dos passos executados e dos testes de conformidade realizados. Sumarizando, a migração de endereçamento IP da versão IPv4 para a versão IPv6 é um grande projeto que envolve enormes riscos e requer um planejamento detalhado para evitar impactos nos negócios. Se todo sair dentro do planejado e não houver nenhum impacto para o negócio, provavelmente, ninguém notará a diferença. Se houver um problema de planejamento ou execução o pessoal de TI e telecomunicações serão responsabilizados. Enfim, essa é a vida do pessoal de infra-estrutura.
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