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Uma abordagem sistêmica para a arte de Inovar Revisado em 23-10-2011. A arte da inovação pode ser medida pelo grau de mudança do comportamento dos consumidores no uso de determinados produtos. O caso mais surpreendente é a utilização dos celulares com múltiplas funcionalidades, além de sua já questionada função principal de telefone. Existe uma grande diferença entre aperfeiçoar um produto e criar um novo produto. Pequenas modificações nos produtos podem naufragar no mercado por que não alteram os hábitos dos consumidores. Por outro lado, como saber se uma idéia inovadora pode ter sucesso? Steve Jobs fundador e CEO da Apple demonstrou em vida as grandes vantagens e fatos concretos de como inovar. Um dos sucessos que mais uma vez alterou, drasticamente, o comportamento das pessoas foi o iPod. Ele exigiu que o novo produto fosse simples de operar com pouquissímos botões. O limite da simplicidade foi o iPhone que ele exigiu que tivesse apenas um botão. Uma das maneiras é desenvolver uma abordagem sistêmica para inovar. A diferença dessa abordagem para o tradicional brainstorming é a forma ortodoxa e altamente disciplinada na geração de idéias. A principal característica é analisar não só os desejos dos consumidores, mas também os “desejos” dos produtos. Para começar a análise de produto dentro de uma abordagem sistêmica identifique os atributos essenciais, sejam físicos e outros tais como a expectativa de vida útil e ambiente onde ele é ou será utilizado. Em seguida procure alterar criativamente alguns dos atributos do produto. Veja o atributo de fidelidade de som dos celulares que permitiu a introdução da função de tocador de MP3 no produto. Melhor ainda, adicionar uma câmera fotográfica para registrar situação do cotidiano já que você leva o celular para todos os lugares a qualquer hora do dia e da noite. Para desenvolver uma abordagem sistêmica para a arte de inovar é possível usar a matriz de inovação desenvolvida pelo engenheiro russo Genrich Altshuller. Essa matriz utiliza cinco padrões de analise de produto que podem ser analisados separadamente ou de forma integrada para identificar oportunidades de evolução criatividade dos produtos. O primeiro padrão é a subtração de funções do produto. Embora possa parecer estranho, mas simplificar o uso de produtos pode atrair novos consumidores. Analise o caso dos novos aparelhos de DVD que não possuem mais visores e têm controles simplificados. Provavelmente, os engenheiros de produtos notaram a grande quantidade de aparelhos com os mostradores piscando por falta de programação de horário. O segundo padrão é a multiplicação que adota a abordagem de acrescentar cópias de funcionalidades já existentes no produto. Por exemplo, a Gillette introduziu uma nova lâmina no aparelho de barbear com um ângulo diferente para melhorar a experiência de barbear dos consumidores. Aparentemente, o resultado foi tão surpreendente que hoje já existe um produto da Gillette com cinco lâminas. O terceiro padrão é a divisão que prevê a separação das funções do produto seja física ou lógica para fazer uma análise de forma isolada. Antes os computadores eram vendidos com CPU, monitor, teclado, mouse e sistema operacional. Atualmente, é possível comprar apenas a CPU e usar os periféricos do computador antigo ou compra-los separadamente. O quarto padrão é a unificação de funções que usa a abordagem de atribuir novas funções a um elemento já presente no produto. Um exemplo interessante é o uso do limpador de pára-brisas como antena de rádio através da simples adição de um filamento no produto. E é claro que o exemplo mais surpreendente é o telefone celular com câmera fotográfica, rádio, tocador MP3, etc., etc.. O quinto padrão é a mudança na relação de dependência de atributos. Alguns produtos guardam relações entre suas características e o seu relacionamento com o meio. Por exemplo, um produto de cor rosa tem uma relação de dependência com as mulheres. Os aparelhos de barbear da Gillette foram desenvolvidos originalmente para os homens, mas também eram utilizados pelas mulheres para depilação. Olhando essa oportunidade foi desenvolvida uma linha especial para as mulheres. O uso combinado dos cinco padrões deve seguir uma metodologia e uma forte disciplina. Uma técnica amplamente adotada por várias empresas no mundo é a Teoria para a Solução Inventiva de Problemas, conhecida como TRIZ, fundamentada no trabalho do russo Genrich Altshuller. A aplicação continuada da metodologia cria o pensamento sistêmico na arte de inovar da empresa o que a torna mais competitiva no mercado. Bibliografia LEVAV, Amnon at al. Inovação no ponto certo. Harvard Business Review. Março 2003. SHULYAK, Lev. Introduction of TRIZ, disponível em http://www.aitriz.org/ai/articles/40Ptriz.pdf. Acessado em 11/02/2007.
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