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Gestão da Manutenção

A gestão da manutenção envolve o controle e os processos de reparo de qualquer tipo de dispositivo mecânico ou elétrico, também conhecido como MRO (maintenance, repare and overhaul). Esses processos, além das ações de reparo por defeito, também, incluem as rotinas de manutenções preventivas e programadas para estendem a vida útil dos equipamentos. O MRO pode ser definido como todas as ações para manter ou restaurar um item a um estado em que ele possa executar sua função. As atividades incluem ações técnicas e administrativas. O MRO pode ser categorizado como um processo interno da empresa ou um serviço contratado de uma empresa especializada no reparo de certos tipos de equipamentos.

O MRO está associado às atividades de testes, medições, substituições, ajustes e reparos destinados a manter ou restaurar uma unidade funcional a um estado em que ela possa realizar suas funções dentro do ecossistema da empresa. Existem, basicamente, dois tipos de manutenção: a preventiva e a corretiva.

A manutenção preventiva é realizada de forma programada a partir de indicadores que apontam uma maior probabilidade de falha, por exemplo, o indicador MTTF (tempo médio entre falhas de um equipamento, ou mean time between failures). Estudos mostram que a manutenção preventiva é eficaz na prevenção de falhas relacionadas ao tempo de vida do equipamento. O monitoramento do regime de operação dos equipamentos permite ações corretivas antecipadas para falhas aleatórias que representam 80% dos casos. Ou seja, quando o equipamento começa apresentar um comportamento fora do padrão, porém ainda cumprindo suas funções, é possível programar a manutenção com menor impacto para a produção. A eficácia do cronograma da manutenção corretiva está associada às análises de RCM (Reliability Centered Maintenance) que define técnicas para garantir que os componentes continuem a desempenhar suas funções dentro da exigência do contexto operacional.

O RCM, ou manutenção centrada na confiabilidade, é uma estrutura da engenharia que permite a definição de um regime de manutenção completo. O RCM é utilizado para desenvolver estratégias de manutenção de baixo custo para tratar das causas comuns de falhas de equipamentos. Utiliza uma abordagem sistemática para a definição das manutenções de rotina baseado no custo-benefício para preservar as funções importantes.

A manutenção corretiva ocorre após a quebra do equipamento. Essa manutenção é muitas vezes mais cara que a manutenção preventiva, pois interrompe o processo produtivo acarretando não só o custo do reparo, mas os custos relativos à redução da entrega de produtos e serviços.

O uso de um software para MRO é fundamental para empresas que possuem uma grande quantidade de itens envolvidos na sua infraestrutura produtiva. O software ajuda engenheiros e técnicos a desenvolver rotinas para aumentar a disponibilidade do sistema e reduzir os custos e tempos de reparo, bem como melhor dimensionamento de peças de reposição no estoque.

O software de MRO deve ter interfaces de comunicação com vários softwares, tais como: PLM – Product Lifecycle Management, EAM – Enterprise Asset Management, ERP – Enterprise Resource Management, SCM – Supply Chain Management e CRM – Customer Relationship Management.

Uma das funções do software de MRO é a configuração da lista de materiais, ou BOM – Bill of Material, tendo os componentes da lista de peças da engenharia (EBOM) e da manufatura (mBOM) atualizada. Outra função é o planejamento da logística com, por exemplo, identificar o caminho crítico na lista de tarefas a serem realizadas (diagnóstico, inspeção, localização de peças e ordens de serviços) para calcular os prazos de entrega.

A seguir uma lista de funcionalidades de um software de MRO:

  • Gestão da Manutenção;
  • Gestão de acordos de serviços;
  • Pedidos de clientes;
  • Ordens de serviço;