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Gestão de Ativos (EAM)

Uma gestão de eficiente de negócios tem o controle do ciclo de vida de todos os seus ativos físicos para maximizar sua utilização e valor. O gerenciamento de ativos envolve o controle de construções físicas, comissionamento, operação, manutenção, ativação e desativação de instalações e equipamentos.  Ao gerenciar os ativos de forma eficaz é possível reduzir os custos de capital e os custos operacionais, aumentar a vida útil dos ativos e, consequentemente, o retorno dos ativos (ROA, Return on Assests).

O EAM permite que as empresas saiam da histórica postura reativa de manutenção de ativos para uma postura proativa. A partir da gestão do ciclo de vida dos ativos é possível desenvolver uma gestão de manutenção preventiva, acompanhar os custos associados e implantar as melhores práticas de gestão da indústria baseadas, por exemplo, na norma britânica PAS 55 que especifica os requisitos para uma gestão eficiente de ativos. Muitas empresas encaram a gestão de ativos apenas como uma função da gestão de manutenção, esse fato reduz a visão dos impactos nos negócios e suas interdependências nas operações. A gestão da manutenção através de sistemas de informação (CMMS, Computerized Maintenance Management System) deve estar integrado ao EAM.

O EAM é um processo de negócios apoiado em um sistema de informações para a gestão de ativos, tanto físicos (edifícios, equipamentos, infraestrutura, etc.) e ativos não físicos. Está incluído na abrangência do EAM, além dos ativos físicos, a gestão do imobilizado, gerenciamento de ativos de TI (hardware e software) e o gerenciamento de ativos digitais dos conteúdos multimídia.

As pressões competitivas e reduções de custos estão forçando as empresas a reverem seus custos totais de propriedade (TCO) e simplificar sua operação de gestão de ativos. Com as paradas por falha de equipamento são cada vez mais críticas e onerosas, inibindo a maximização da capacidade de produção e publicidade negativa, as organizações são obrigadas a estender os ciclos de vida dos ativos produtivos através de programas de manutenção eficientes. O EAM deve ser utilizado em colaboração com outras técnicas de gestão  para satisfazer os clientes, dentro do gerenciamento do ciclo de vida dos ativos (SLM, Service Lifecycle Management).

Em caso de falha de um ativo é necessário uma rápida intervenção já com um plano estruturado e testa de substituição ou reparo do ativo. Adicionalmente, as pressões de normas regulatórias nos setores de saúde ambiental e segurança ocupacional requerem que as empresas tenham controle seus ativos para avaliar os riscos de não conformidade e ter elementos para determinar as causas raiz de falhas e acidentes.

Ao fornecer uma plataforma para associar pessoas, processos, recursos, conhecimento da indústria e ferramentas de apoio à decisão, o EAM assume um papel importante e crítico para controlar e aperfeiçoar as operações, oferecendo qualidade e eficiência aos processos.

Para oferecer informações precisas os sistemas de EAM devem coletar grandes quantidades de dados com qualidade para acompanhar e analisar a execução dos processos. A utilização de formulários de papel para introduzir informações no sistema não é prática e é caros, além de aumentar a probabilidade de erros de entrada. A solução é integrar o EAM aos sistemas de chão de fábrica e a outros sistemas administrativos da empresa, tais como compras, RH e estoques.

Os softwares de EAM devem incluir pelo menos as seguintes funcionalidades:

  • Gestão computadorizada da manutenção (CMMS)
  • Gestão da manutenção;
  • Facilidades de integração com software de chão de fábrica e administrativos;
  • Gestão de Recursos Humanos;
  • Gestão Financeira;
  • Gestão de Compras;
  • Gestão de Inventário;